Paradigmas da educação

Diante das discussões vistas em 22/07/19 na JOVAED, penso que existem ainda alguns paradigmas antigos presentes nos desafios vigentes da educação.
Um deles e talvez um dos que mais atrapalham é o fato de alguns professores pensarem ainda deter o conhecimento, ou pior, pensarem que são os únicos detentores do conhecimento em relação à sala de aula e seus aprendizes.
Isso faz com que ele evite abrir mão do controle e evitar sair da zona de conforto. O problema é que não temos mais controle e se não aceitamos isso, ficamos fingindo que estamos no controle, fazendo papel de bobo.
Em uma sala de aula existem diversos dispositivos conectados à internet e não adianta você ficar apenas em aulas expositivas jogando conteúdo na cabeça dos discentes, pois conteúdo eles mesmos podem encontrar na palma da mão.
Isso, porém, não significa que temos que demonizar as aulas expositivas. Elas continuam sendo importantes para determinados tipos de conteúdos, mas não podemos ficar apenas nelas.
Uma técnica compartilhada ontem por um dos palestrantes (Prof. Paulo Tomazinho) ocupa apenas 10% do tempo da aula (de uma aula expositiva) e pode fazer muita diferença para os alunos. Ele propõe uma avaliação diagnóstica, algumas perguntas para esquentar os motores e criar expectativa nos alunos no início da aula. Neste momento, já se identifica quem tem algum conhecimento sobre o assunto ou simplesmente cria a expectativa pelo que está por vir. No meio da aula, uma pausa para uma redação curta (reflexão) com os principais tópicos e no final ou um conjunto de questões novamente, para resgatar o que foi aprendido na aula ou então uma lista de itens que foram mais importantes e uma discussão para definir quais destes itens devem ser cobrados na avaliação somativa. Sensacional, simples e eficiente!