Flexibilidade na educação a distância

Em matéria recente do site Porvir as informações apresentadas diziam que a flexibilidade na educação a distância é o que os candidatos mais buscam nesta modalidade.

Uma pesquisa realizada pela empresa Sagah diz que 63% dos candidatos a estudar na modalidade a distância preferem a modalidade por poder estudar quando e onde quiser. No entanto, a mesma pesquisa apresenta a informação de que 90% dos alunos que estudam nesta modalidade o fazem em casa.

A flexibilidade é uma das principais vantagens da educação a distância (além do preço que normalmente é mais acessível e da linguagem utilizada que pode ser um conjunto de textos, áudio, vídeo e elementos interativos), mas só é vantagem de fato se o aluno souber aproveitar esse atributo da modalidade. E como aproveitar a flexibilidade?

Antes de iniciar uma graduação a distância, o aluno deve ter a consciência de que ele fará um curso superior e que, embora seja a distância, ele precisará dedicar tempo e esforço a esse projeto. E não é bom deixar tudo pra última hora. É importante ressaltar que a carga horária de um curso a distância e de um semelhante na modalidade presencial é a mesma. Então é necessário um planejamento de quantas horas poderão ser dedicadas exclusivamente aos estudos: para assistir as aulas, ler os materiais, fazer anotações, participar das discussões, planejar e executar trabalhos acadêmicos, enfim toda a rotina de um aluno de graduação, com a diferença de poder fazer a maior parte das atividades no conforto de casa ou no local que escolher para isso.

Caso o aluno escolha outro lugar para estudar, este lugar deve ter uma série de características que irão possibilitar um melhor aproveitamento. Parece óbvio, mas é comum ver pessoas estudando (ou tentando estudar) em meio a outras pessoas conversando, em frente a televisão, ou com o celular ligado e enviando e recebendo mensagens paralelas. Sim, esta é uma característica da geração atual de estudantes, mas sou induzido a pensar que o aproveitamento é melhor quando há concentração e foco nos estudos.

Daniel Goleman, psicólogo e autor de Inteligência Emocional, lançou um livro que fala sobre atenção e foco e em vários capítulos ele apresenta informações relevantes sobre os benefícios de se concentrar naquilo que se está fazendo, principalmente nesta época de avalanche de informações. Ele diz, por exemplo, que a grande quantidade de informações a que estamos expostos diariamente cria automaticamente uma pobreza de atenção, pois a informação consome nossa atenção. Logo, se não conseguimos prestar atenção, não conseguimos compreender, não podemos permitir que o sistema cognitivo faça o trabalho de absorver a informação, relacionar com outras informações e criar novos conhecimentos. Por conseguinte, não podemos aprender bem se não fizermos um esforço para ter foco.

A educação a distância tem muitas vantagens, mas é preciso aprender a lidar com as alterações que ela impõe ao aluno na forma de estudar. É preciso ações de comunicação das instituições que oferecem esta modalidade para educar o aluno. E também, e principalmente, uma postura ativa, senso de disciplina e planejamento por parte do aluno que quer aproveitar todos os benefícios desta modalidade.

Como se concentrar durante a leitura

Existem vários motivos pelos quais podemos perder o foco durante uma leitura:

  • Falta de interesse no tema da leitura;
  • Iluminação inadequada;
  • Ruídos, pessoas conversando por perto, som alto;
  • Velocidade de leitura.

Dentre estes possíveis problemas, um dos que podem atrapalhar mais é a velocidade de leitura. E isso pode acontecer porque quando lemos de modo mais lento que o necessário damos espaço para nossa mente divagar.

A primeira decisão a ser tomada é se você quer mesmo ler o que está lendo. Eu quero e preciso mesmo ler isso? Se a resposta for sim, tente imaginar, antes da leitura o que você ganhará ao terminar: uma experiência literária, as informações necessárias para um relatório, um conhecimento para uma apresentação etc.

Seja lá qual for a sua recompensa, concentre-se nela e leia rápido. Nos livros de leitura dinâmica que já li, a orientação é sempre a mesma. Não existe mágica alguma para ler mais rápido e de modo concentrado, trata-se de técnica e esforço. Sim, muito esforço.

Você consegue romper com a velocidade baixa de leitura começando por não “falar mentalmente” cada palavra que lê. Esse hábito normalmente vem da infância, quando estamos aprendendo a ler e temos de ler em voz alta para o professor saber que estamos lendo corretamente. Acabamos por trazer este hábito para a vida adulta, o que nos prejudica muito na fluência da leitura.

Prepare-se para ler numa velocidade muito, mas muito maior que a atual. O primeiro passo é este: não leia palavra por palavra pronunciando-as na mente. Olhe a palavra e vá para a próxima. Seu cérebro irá registrar e conforme aumentar a velocidade seu sistema cognitivo se encarregará por ligar as ideias e formar um sentido.

Quando você está lendo e não está entendendo acaba voltando um trecho para ler novamente. Desta forma você está prejudicando ainda mais sua concentração. Este comportamento faz você se acostumar a ler num ritmo mais lento, dando espaço para divagações e tendo de voltar para a leitura diversas vezes. Assim seu cérebro saberá que não precisa se concentrar pois, caso algo dê errado, você vai reler o trecho quantas vezes forem necessárias. Isto é uma armadilha.

Treine a leitura rápida. Treine de forma que você possa se desafiar. Cronometre. Termine a leitura e tente se lembrar do que leu, pelo menos do essencial.

Faça isso novamente. Com o tempo e com o treino, sua leitura se desenvolverá e você poderá viver os prazeres da leitura sem a angústia da perda de foco quando está lendo.

Tenha um ótimo dia!